quarta-feira, 17 de setembro de 2008

E AINDA ASSIM...

Photobucket

O canal pelo qual escoamos todas as nossas emoções também entope!!!

Hoje falo disto como quem respira mas tempos houve em que, por momentos, por isto deixei de respirar!...
Creio que esse corte, essa falta de conexão com um dos elementos (curiosamente o elemento do meu signo)deveu-se ao facto de ter contido emoções na hora de as deixar fluir... deveu-se a palavras não ditas na hora de falar... deveu-se a desejos reprimidos na hora de os deixar agir... deveu-se em grande parte a gestos que não tive por receio dos efeitos que eles poderiam causar...ainda que tivesse consciência de que cada gesto meu teria uma resposta positiva...

Não sei precisar uma data... tão pouco um momento que descreva o choque...menos precisão eu tenho da hora em que me senti cair num dos buracos mais fundos pelos quais tropecei no caminho da vida.
E sem dúvida alguma, independentemente dos diversos motivos que nos levam a cair nesses buracos, sensação alguma pode igualar-se à de um vazio...que nos preenche da cabeça aos pés e que sufoca sem nunca deixar rasto ou pista de solução...

Parece irónico deixarmo-nos preencher por um vazio...mas acontece!

Das diversas formas que o ser humano encontra pra extravasar...das várias maneiras que o nosso Eu interior possui para reclamar de que algo vai mal, o estado de pânico é, sem sombra de dúvida, avassalador e varre tudo o que um dia acreditamos ser e hoje não somos mais.
(Mas vamos deixar a definição de PÂNICO para outro dia...)

Hoje, com uns anos já passados, olho pra trás e é sem dor alguma que recordo as vezes que senti estar a comer o pão que o diabo amassou...é sem mágoa que olho o passado e relembro as lágrimas, uma a uma, que chorei... e é com uma enorme lufada de ar fresco que encho o meu peito para escrever tudo isto e dizer que Hoje eu tenho um enorme orgulho de ser EU!

No fim aplica-se a velha máxima de que a vida é fácil...nós, como sempre, temos tendência a complicá-la!

Se eu tivesse dito: EU AMO-TE várias vezes ao dia para todas aquelas pessoas que realmente amo e amei... se tivesse deixado que o meu coração sentisse livremente cada emoção que ele mesmo desejou... se tivesse cedido a todos os desejos que o meu corpo e a minha mente solicitaram... se tive SIMPLESMENTE aberto os braços e abraçado quem mais necessitava do meu aconchego... se eu tivesse sido EU, na minha essência, e não tivesse lutado tanto contra alguém que me tinham habituado a ser...eu CERTAMENTE não teria passado por tudo o que passei...não teria amargurado metade do que amargurei...e também não tinha hoje uma história para contar!

É curioso mas nem só a Fénix renasce das cinzas...
Cada um de nós, dia após dia ou de ciclo em ciclo, tem a capacidade de se inventar e re-inventar... por assim o desejar ou não... Por vezes a vida é clara e mostra-nos, ainda que pelo modo mais tortuoso, que vamos no caminho errado!

Eu abri o blog com um post que falava em sair do armário...abordava o tema da forma menos complicada possível, de um modo cómico, de um jeito brincalhão, porque na verdade HOJE eu acho que deveria ter sido que eu poderia ter encarado os factos... Mas na verdade...eu só tive a chance de poder ter escrito tudo aquilo de um modo ligeiro, suave e despreocupado pois um dia eu levei com o peso nas costas que trazia gravado: APRENDA A CONHECER-SE, CHEGOU A SUA HORA!

E das cinzas não renasceu apenas a Fénix que existe dentro de mim e de cada ser humano...
Das cinzas renasceram velhas amizades que achei estarem esquecidas e que afinal SEMPRE estiveram presentes, ainda que numa vigília silenciosa.... Das cinzas NASCEU para mim um novo conceito de amor, O Verdadeiro... Das cinzas nasceram as novas perspectivas, os desconhecidos horizontes que teimava em não ver e os conhecimentos que de forma ignorante sempre achei serem desnecessários à minha sobrevivência!

Não das cinzas mas como presente, Deus deu-me ainda dois tesouros como recompensa...
Os tesouros que eu guardo cá dentro e aos quais lhes chamo: AS MULHERES DA MINHA VIDA!

Amores diferentes, em diferentes sentidos, mas sempre AMORES...
Porque amar era tudo o que me faltava perceber...Amar era tudo o que eu necessitava para voltar a acreditar em coisas que já tinha dado como esquecidas...desnecessárias e até mesmo fúteis...

Hoje não me custa nada dizer que sofri...Menos me custa dizer que não houve um único segundo desse sofrimento que não tenha valido a pena!

O acaso não existe e não é por acaso que escrevo isto!

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